17ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de SP – 04 de abril de 2017
A SRA. ALINE CARDOSO (PSDB) -
Muito boa tarde a todos, Colegas, Mesa, telespectadores da TV Câmara São Paulo, população que nos acompanha, gostaria de fazer menção à visita do Prefeito João Doria a esta Casa, pois é sempre muito bom valorizarmos as relações estabelecidas com o Legislativo pelo Executivo. Esse ato que o Sr. Prefeito tem repetido, de vir à Câmara Municipal prestigiar e dialogar com os Srs. Vereadores, é muito bom. Vejam que tinha dito que viria uma vez por mês e pensei até que não viria nesta semana, porque esteve aqui na semana passada. Porém, um motivo não tem nada a ver com o outro. Hoje veio pela visita mensal e, na semana passada, veio com o objetivo de trazer o Plano de Metas.
É louvável essa atitude do Sr. Prefeito, pois engrandece a política e o Legislativo. Queria falar justamente sobre o Plano de Metas apresentado na semana passada por S.Exa. Tive a chance de, de lá para cá, analisar o documento e gostaria de fazer algumas considerações.
Primeiro, relembrar a importância desse documento para a Cidade e para todos nós. Nós, Vereadores, devemos olhar para esse documento e ter nele uma das fontes de inspiração para o nosso trabalho, porque, afinal de contas, independentemente de questões partidárias, é um trabalho que foi feito e pensado por muitas pessoas, que estão atentas às necessidades da Cidade. Agora entramos também na fase das audiências públicas, que é muito importante para aprimorar ainda mais esse trabalho.
O Prefeito João Doria escolheu um modelo diferente de Plano de Metas em relação aos seus antecessores. O Prefeito Gilberto Kassab tinha um Plano de Metas com 223 Metas, e o Prefeito Haddad tinha um com 123.
Aliás, aproveito a fala do nobre Vereador Alfredinho, que me antecedeu nesta tribuna e disse que nesta Casa ainda não houve grandes debates nesses três meses, aliás, dois meses, de atividade legislativa na Câmara para dizer que talvez não tenhamos ainda aprovado projetos tão importantes como os da Legislatura passada. Mas lembro também o nobre Vereador que esses projetos não foram aprovados em dois meses na Legislatura passada. Então, agora, a partir do Plano de Metas e a maturidade dos dias de Governo - chegaremos a 100 dias - cada vez mais estaremos sim debatendo projetos para a Cidade.
Lembro, inclusive, que o Prefeito Fernando Haddad cumpriu apenas 54% das Metas do Plano que tinha estabelecido. Creio que não seja suficiente para suprir as necessidades da Cidade, lembrando também que o Prefeito Haddad cita a expressão “parcialmente cumpridas”. Na verdade, cumprir parcialmente não quer dizer nada para a Cidade. O parcialmente às vezes é apenas um debate ou uma reflexão, e o que a Cidade precisa é de soluções verdadeiras.
Nesses 50 itens do Plano de Metas do Prefeito João Doria, temos também uma diferença conceitual em relação aos Governos anteriores. As Metas são finalísticas, são focadas no impacto trazido para os cidadãos na efetiva melhoria da qualidade de vida para cada cidadão que vive nesta cidade.
São 50 Metas e 69 projetos estratégicos. Vale a pena ler esse material, porque, às vezes, ao ler as metas, podemos achar que alguns assuntos importantes ficaram de fora. Eu mesma, em alguns temas, tive essa preocupação, mas fiquei satisfeita ao ver que o tema não está na meta, mas está sim nos programas.
Inclusive, Vereadora Sâmia Bomfim, temas ligados à mulher estão sim presentes no Plano de Metas, estão apresentados explicitamente dentro de alguns programas. Então, antes de criticar, é importante ler, ter conhecimento de causa sobre todos os assuntos.
Esses compromissos da Gestão estão divididos em cinco eixos temáticos: Desenvolvimento Econômico e Gestão; Desenvolvimento Social; Desenvolvimento Humano; Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente; e Desenvolvimento Institucional.
Fiquei também muito feliz em ver que o Plano de Metas foi elaborado observando os ODSs, já falei desta Tribuna sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que são compromissos assumidos por duzentos países. Dezessete objetivos devem ser alcançados até 2030 pelos países signatários, e o Brasil é um deles. Muitos desses objetivos são municipais, podem vir a ser alcançados pelos municípios. E o Brasil, aliás, a Cidade de São Paulo pode vir a ser referência mundial de municipalização dos ODSs, a partir da lógica de trazê-los para o Plano de Metas. Acho então muito louvável essa definição da Prefeitura. E, como já disse naquela ocasião: todos aqueles objetivos da ONU foram refletidos com base nas necessidades do Planeta e dos países; e a cidade de São Paulo trazer esses objetivos para esse documento só enobrece as metas do nosso Prefeito.
Tinha elencado alguns elementos importantes sobre os quais gostaria de falar, acho que não vai ser possível descrever a todos, mas há metas muito inovadoras que colocam São Paulo na rota do desenvolvimento para os próximos anos.
Como já foi dito, essa é a função do Prefeito, e essa também é a função dos Vereadores, não só agir para hoje e agora, mas agir para o futuro da nossa cidade, estabelecendo bases sólidas para a melhoria da qualidade de vida dos paulistanos e, sem dúvida, melhorar São Paulo.
Muito obrigada.
Extraído de http://www.camara.sp.gov.br/atividade-legislativa/sessao-plenaria/registro-das-sessoes/
domingo, 28 de maio de 2017
domingo, 21 de maio de 2017
Como anda a CPI sobre a Vulnerabilidade das Mulheres?
Reunião da CPI sobre a Condição de Vulnerabilidade das Mulheres (Fonte: site da Câmara)
A vereadora Aline Cardoso foi a autora do requerimento para instalar a CPI sobre a Condição de Vulnerabilidade das Mulheres de SP e também é a presidente da comissão, que tem por objetivo investigar a condição da mulher paulistana, com foco em três áreas:
A primeira delas, sob comando da vereadora Sâmia Bonfim (PSOL) atuará na área de violência contra a mulher.
Outra sub-relatoria observará temas de empoderamento econômico, sob responsabilidade da vereadora Adriana Ramalho (PSDB).
A terceira sub-relatoria abordará temas sobre a saúde da mulher. A vereadora Sandra Tadeu (DEM) será a relatora desta subcomissão.
A CPI foi instalada no dia 11/04 e terá reuniões quinzenais às terças-feiras, às 11h. O prazo original é de 120 dias (até 08/09/17), podendo ser prorrogada por mais 120 dias.
Como acompanhar a CPI?
Você pode ter acesso aos resumos mais completos de cada reunião clicando aqui.
Já foram realizadas 3 reuniões (dias 11/04, 25/04 e 09/05).
A primeira reunião teve foco na organização da comissão;
Na segunda reunião (dia 25/04), a CPI recebeu a secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Patrícia Bezerra.
Fonte: Site da Câmara
O foco da sua fala foi abordar a continuidade dos programas públicos da Prefeitura voltados à mulher, pois na mudança de gestão ocorrida no início do ano, o prefeito João Dória fez opção por extinguir a antiga secretaria de Políticas Públicas para Mulheres e trazer suas responsabilidades para o guarda-chuva da secretaria de Direitos Humanos e Cidadania.
A dúvida que ficou é: houve redução nos programas voltados às mulheres da nossa cidade?
Segundo Patrícia Bezerra, não. Ela disse o seguinte:
“Não tivemos perda nenhuma no atendimento. Perdeu-se a questão de ter uma secretária, um secretário-adjunto e uma chefia de gabinete. A coordenação funciona e os equipamentos funcionam da mesma forma e serão mantidos”.
No entanto, não há um comparativo claro dos atendimentos realizados este ano, pois segundo a secretaria, os dados de 2016 não foram disponibilizados pela última gestão.
Essa declaração resultou em polêmica, pois esses dados deveriam ser disponibilizados abertamente. Ficou a tarefa de buscá-los e permitir uma comparação justa com o nível de atendimento oferecido neste ano.
O compromisso assumido pela secretaria Patrícia foi o seguinte:
"Garantimos que o atendimento será igual ou superior ao ano passado, menor não será.”
Na terceira reunião (09/05), o tema abordado foi a participação das mulheres no mercado de trabalho.
Ficou evidente na discussão que as mulheres, na comparação com os homens, sofrem com empregos mais precarizados, com menor remuneração e uma extensa jornada de trabalho, visto que em geral cumprem dupla jornada (trabalho e responsabilidades da casa).
Lígia Pinto Sica, pesquisadora da FGV, deu uma forte declaração:
“A mulher ingressa no mercado de trabalho, mas ela não ascende. Essa percepção de que com o tempo as coisas melhoram e as mulheres conseguem ocupar os cargos de poder e diretoria é um mito. Os dados comprovam que a participação da mulher está estagnada há mais de 18 anos".
O site da Câmara compartilhou a repercussão dessas declarações na voz de Aline Cardoso.
“Nós iremos refletir como podemos, dentro desta pauta, melhorar a situação das mulheres na cidade, pois sabemos que a vulnerabilidade econômica impacta na vulnerabilidade social e deixa a mulher mais propícia a ser vítima de violência. Esse panorama nos estimula trabalhar na solução desses problemas”,
Continuaremos acompanhando a evolução da CPI e os desdobramentos concretos que esta comissão trará para a questão da vulnerabilidade da mulher na cidade de SP.
Para mais detalhes das reuniões abordadas acima, acesse os links abaixo:
Reunião do dia 11/04
Reunião do dia 25/04
Reunião do dia 09/05
sábado, 15 de abril de 2017
Principais Falas da Vereadora Aline Cardoso - mar/17
A vereadora Aline Cardoso teve participações importantes em discursos na Cãmara ao longo do mês de março/17.
Seguem abaixo os trechos principais desses discursos que podem ser vistos na íntegra aqui no blog! Os links irão abaixo:
A vereadora Aline Cardoso ressaltou a importância da reflexão a ser feita nesta data, pois as desigualdades entre os gêneros ainda permanecem latentes e o cenário muda lentamente:
"Estava elaborando um material para divulgarmos nesta semana sobre o Dia da Mulher, e falei: “Nossa, mas vamos falar de novo sobre a mesma coisa? Vamos falar, de novo, sobre a violência, sobre o abuso, sobre diferença salarial, sobre dificuldade em ascensão no mercado de trabalho, na carreira?” Pensei: “Poxa vida, de novo!?” E, infelizmente, sim. Vamos falar de novo, vamos precisar falar de novo neste ano, no ano que vem, hoje, no mês que vem, e sempre que precisar, porque, infelizmente, a realidade ainda não mudou."
Além disso, mencionou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, propostos pela ONU e a importância concedida ao objetivo de igualdade de gênero, que deve ser tratado de maneira transversal, sendo tocado em cada pensamento sobre política pública:
"Os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU foram aprovados em 2015 e substituem os objetivos do milênio.[...]E há o Objetivo 5, que se refere a igualdade de gênero. Esse é um objetivo que deve ser perseguido, mas há muitos outros objetivos que precisamos também defender para uma sociedade mais igualitária, mais justa.[...]Então precisamos trazer também a questão de gênero não só como um assunto isolado e sim um tema a ser tratado dentro das políticas públicas de cada área. "
Ainda dentro das celebrações do Dia Internacional da Mulher, a vereadora aproveitou a sessão solene de comemoração para homenagear Ana Fontes, destacando o seu papel importante na área de Empreendedorismo.
"A minha homenageada é a Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora, porque lugar de mulher é em qualquer lugar, mas também dirigindo empresas."
Aline aproveitou as celebrações do Dia Mundial da Água para relembrar a situação crítica de nossos mananciais e a necessidade de uma ação integrada entre os cidadãos e os Poderes Municipal, Estadual e Federal para solucionar essa questão.
"Numa cidade onde os rios e córregos estão em situação de calamidade, precisamos, sem dúvida, de muitas iniciativas tanto do poder público, seja municipal, estadual ou federal, quanto dos próprios cidadãos que também podem ter uma conduta de melhor uso da água. Vimos que isso fez muita diferença na época da crise. Hoje foi divulgado um estudo sobre a situação dos sete mananciais da macrometrópole do Estado de São Paulo, informando que 55% dessa área está em grau de fragilidade alto ou altíssimo, e que precisaríamos de 920 milhões de mudas para reverter essa situação. Então eu queria deixar meu recado sobre a importância do Dia Mundial da Água, em primeiro lugar."
Aproveitando o ensejo da necessidade de plantio de milhões de mudas, a vereadora mencionou o seu projeto de lei que propõe a inclusão do Dia de Plantio Global no calendário municipal. Essa ação começou em São Paulo, já se espalhou por 70 cidades de 10 países, segundo a vereadora, com o propósito de estimular os cidadãos a refletirem sobre a necessidade de mais verde nas cidades e colaborarem, plantando uma muda de árvore.
'E também protocolei nessa Casa e gostaria de pedir apoio dos nobres colegas para aprovação do PL 165/17 que oficializa esse dia do Plantio Global no nosso calendário. A ideia é que, no mínimo, nesse dia 19 de março - que pode ser nos próximos anos no final de semana anterior ou o seguinte, mas sempre próximo dessa data -, que é o Dia Mundial da Água, que todo ano cada cidadão ou a maioria que abraçar a causa plante uma árvore."
A vereadora propôs uma CPI que investigasse a situação de vulnerabilidade das mulheres na cidade de SP. Após a aprovação da abertura da comissão pelos vereadores, ela detalhou na sua fala as áreas que serão investigadas:
"...Agradeço aos 46 Srs. Vereadores que aprovaram a CPI que investiga a condição de vulnerabilidade das mulheres na cidade de São Paulo, tema abrangente que inclui a violência contra a mulher. Inclui também muitos outros temas como: empoderamento feminino, acesso ao mercado de trabalho, empreendedorismo, gravidez na adolescência e muitos outros temas sociais que ainda trazem sofrimento para a mulher na cidade de São Paulo."
Todos os discursos foram extraídos do site da Câmara.
Neste link, você pode ter acesso ao conteúdo integral de todas as sessões realizadas.
Discurso - Vereadora Aline Cardoso - 30/mar/17
16ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de SP – 30 de março de 2017
O contexto da fala é a aprovação da CPI que investiga a vulnerabilidade da situação das mulheres de SP, proposta pela vereadora Aline Cardoso.
A SRA. ALINE CARDOSO (PSDB) –
Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer aos 46 colegas que votaram, aprovando essa CPI pela investigação da condição de vulnerabilidade das mulheres na cidade de São Paulo, um tema fundamental. E, neste mês de março, esta Câmara Municipal dá um passo importante na análise e na defesa dos direitos da mulher em São Paulo. Agradeço, portanto, a aprovação.
Gostaria também de lembrar que houve um requerimento anterior falando sobre a violência da mulher, tema este que estará incluído na nossa CPI.
Sr. Presidente, retomando, então, a nossa fala, agradeço aos 46 Srs. Vereadores que aprovaram a CPI que investiga a condição de vulnerabilidade das mulheres na cidade de São Paulo, tema abrangente que inclui a violência contra a mulher. Inclui também muitos outros temas como: empoderamento feminino, acesso ao mercado de trabalho, empreendedorismo, gravidez na adolescência e muitos outros temas sociais que ainda trazem sofrimento para a mulher na cidade de São Paulo.
Gostaria inclusive de fazer uma menção à colega do PSOL, nobre Vereadora Sâmia Bomfim, que propôs uma CPI sobre a violência contra a mulher em São Paulo, pois entendeu que o escopo da nossa CPI era maior e aceitou essa condição. Gostaria de deixar o meu compromisso de que essa CPI também tratará da violência contra a mulher, e dizer também que, embora caiba à CPI definir os rumos de sua formação, de sua sub-relatoria etc., já há um acordo para que o tema da violência contra a mulher seja sub-relatado pela colega Vereadora Sâmia Bomfim. É importante e justo deixar isso registrado.
Mais uma vez muito obrigada e que, ao longo desses meses, encontremos caminhos para melhorar a condição das mulheres na cidade de São Paulo.
Extraído de http://www.camara.sp.gov.br/atividade-legislativa/sessao-plenaria/registro-das-sessoes/
O contexto da fala é a aprovação da CPI que investiga a vulnerabilidade da situação das mulheres de SP, proposta pela vereadora Aline Cardoso.
A SRA. ALINE CARDOSO (PSDB) –
Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer aos 46 colegas que votaram, aprovando essa CPI pela investigação da condição de vulnerabilidade das mulheres na cidade de São Paulo, um tema fundamental. E, neste mês de março, esta Câmara Municipal dá um passo importante na análise e na defesa dos direitos da mulher em São Paulo. Agradeço, portanto, a aprovação.
Gostaria também de lembrar que houve um requerimento anterior falando sobre a violência da mulher, tema este que estará incluído na nossa CPI.
Sr. Presidente, retomando, então, a nossa fala, agradeço aos 46 Srs. Vereadores que aprovaram a CPI que investiga a condição de vulnerabilidade das mulheres na cidade de São Paulo, tema abrangente que inclui a violência contra a mulher. Inclui também muitos outros temas como: empoderamento feminino, acesso ao mercado de trabalho, empreendedorismo, gravidez na adolescência e muitos outros temas sociais que ainda trazem sofrimento para a mulher na cidade de São Paulo.
Gostaria inclusive de fazer uma menção à colega do PSOL, nobre Vereadora Sâmia Bomfim, que propôs uma CPI sobre a violência contra a mulher em São Paulo, pois entendeu que o escopo da nossa CPI era maior e aceitou essa condição. Gostaria de deixar o meu compromisso de que essa CPI também tratará da violência contra a mulher, e dizer também que, embora caiba à CPI definir os rumos de sua formação, de sua sub-relatoria etc., já há um acordo para que o tema da violência contra a mulher seja sub-relatado pela colega Vereadora Sâmia Bomfim. É importante e justo deixar isso registrado.
Mais uma vez muito obrigada e que, ao longo desses meses, encontremos caminhos para melhorar a condição das mulheres na cidade de São Paulo.
Extraído de http://www.camara.sp.gov.br/atividade-legislativa/sessao-plenaria/registro-das-sessoes/
Discurso - Vereadora Aline Cardoso - 22/mar/17
13ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de SP – 22 de março de 2017
A SRA. ALINE CARDOSO (PSDB) –
Boa tarde, colegas. Boa tarde à Mesa, aos cidadãos, aos nossos telespectadores..
Estamos saindo de um debate acalorado sobre um tema importante para a Cidade, mas não podemos nos esquecer de que há vários outros temas também importantes. Eu queria falar de, pelo menos, outros dois temas.
Hoje é dia 22 de março, Dia Mundial da Água. Sem água o que seríamos? Infelizmente os dados são preocupantes e alarmantes. Numa cidade como São Paulo, com 12 milhões de habitantes, todos sabemos que os desafios ligados à água são muito grandes. Não precisaria nem ter tido a crise hídrica tão grave como a que tivemos há alguns anos para saber disso, mas a crise teve pelo menos o mérito de nos lembrar da importância de cuidarmos mais da nossa água.
Numa cidade onde os rios e córregos estão em situação de calamidade, precisamos, sem dúvida, de muitas iniciativas tanto do poder público, seja municipal, estadual ou federal, quanto dos próprios cidadãos que também podem ter uma conduta de melhor uso da água. Vimos que isso fez muita diferença na época da crise.
Hoje foi divulgado um estudo sobre a situação dos sete mananciais da macrometrópole do Estado de São Paulo, informando que 55% dessa área está em grau de fragilidade alto ou altíssimo, e que precisaríamos de 920 milhões de mudas para reverter essa situação. Então eu queria deixar meu recado sobre a importância do Dia Mundial da Água, em primeiro lugar.
Mas também quero dizer que hoje foi anunciado um dado, pela ONU, tão alarmante quanto à situação da água: o fato de que 2016 foi o ano mais quente da história, e que 2017 segue essa tendência.
Então, sem dúvida nenhuma, é necessário que sejam tomadas medidas urgentes e emergenciais por todos, para reverter essa situação, a fim de minimizar os danos do aquecimento global.
Nesse sentido, quero deixar registrado, fazer menção a uma iniciativa que aconteceu no último final de semana, com participação intensa do Sr. Secretário do Meio Ambiente, Gilberto Natalini, nosso colega, também com o apoio de vários outros organismos, inclusive a Secretaria do Estado de Agricultura conduzida pelo nosso querido colega parlamentar Arnaldo Jardim, mas, principalmente, com o envolvimento da sociedade civil.
Essa iniciativa foi iniciada pelo Cades da Vila Mariana e se espalhou por 70 cidades de 10 países. Iniciativa essa que aconteceu no último domingo, chamada de Plantio Global. O objetivo é estimular cidadãos em instituições a plantarem, pelo menos, uma árvore e a se sensibilizarem pela necessidade de mais verde nas cidades. Como eu disse o nome é Plantio Global, começou em São Paulo e já está em 10 países. A ideia é que isso seja ampliado. Nesse final de semana foram plantadas 500 mudas aqui na cidade de São Paulo. Existe uma meta no nosso município, de milhares de árvores plantadas nesses quatro anos. Acredito que iniciativas como essa que estimulam os cidadãos a fazerem sua parte são louváveis e é por isso que abracei com muito entusiasmo essa iniciativa. Estive lá, também no domingo plantando três árvores, espero plantar muito mais.
E também protocolei nessa Casa e gostaria de pedir apoio dos nobres colegas para aprovação do PL 165/17 que oficializa esse dia do Plantio Global no nosso calendário. A ideia é que, no mínimo, nesse dia 19 de março - que pode ser nos próximos anos no final de semana anterior ou o seguinte, mas sempre próximo dessa data -, que é o Dia Mundial da Água, que todo ano cada cidadão ou a maioria que abraçar a causa plante uma árvore.
Deixo um recado sobre a situação calamitosa que temos na questão da água, do aquecimento global e da necessidade de mais verde. Só para constar, temos em São Paulo 2,6 m² de verde por habitante e a
Organização Mundial da Saúde sugere que tenhamos 12 m² de verde por habitante, para ter uma qualidade de vida urbana.
Portanto 2,6 m2 é a nossa realidade hoje e precisaríamos de 12m² de verde para ter uma situação saudável.
Muito obrigada!
Extraído de http://www.camara.sp.gov.br/atividade-legislativa/sessao-plenaria/registro-das-sessoes/
A SRA. ALINE CARDOSO (PSDB) –
Boa tarde, colegas. Boa tarde à Mesa, aos cidadãos, aos nossos telespectadores..
Estamos saindo de um debate acalorado sobre um tema importante para a Cidade, mas não podemos nos esquecer de que há vários outros temas também importantes. Eu queria falar de, pelo menos, outros dois temas.
Hoje é dia 22 de março, Dia Mundial da Água. Sem água o que seríamos? Infelizmente os dados são preocupantes e alarmantes. Numa cidade como São Paulo, com 12 milhões de habitantes, todos sabemos que os desafios ligados à água são muito grandes. Não precisaria nem ter tido a crise hídrica tão grave como a que tivemos há alguns anos para saber disso, mas a crise teve pelo menos o mérito de nos lembrar da importância de cuidarmos mais da nossa água.
Numa cidade onde os rios e córregos estão em situação de calamidade, precisamos, sem dúvida, de muitas iniciativas tanto do poder público, seja municipal, estadual ou federal, quanto dos próprios cidadãos que também podem ter uma conduta de melhor uso da água. Vimos que isso fez muita diferença na época da crise.
Hoje foi divulgado um estudo sobre a situação dos sete mananciais da macrometrópole do Estado de São Paulo, informando que 55% dessa área está em grau de fragilidade alto ou altíssimo, e que precisaríamos de 920 milhões de mudas para reverter essa situação. Então eu queria deixar meu recado sobre a importância do Dia Mundial da Água, em primeiro lugar.
Mas também quero dizer que hoje foi anunciado um dado, pela ONU, tão alarmante quanto à situação da água: o fato de que 2016 foi o ano mais quente da história, e que 2017 segue essa tendência.
Então, sem dúvida nenhuma, é necessário que sejam tomadas medidas urgentes e emergenciais por todos, para reverter essa situação, a fim de minimizar os danos do aquecimento global.
Nesse sentido, quero deixar registrado, fazer menção a uma iniciativa que aconteceu no último final de semana, com participação intensa do Sr. Secretário do Meio Ambiente, Gilberto Natalini, nosso colega, também com o apoio de vários outros organismos, inclusive a Secretaria do Estado de Agricultura conduzida pelo nosso querido colega parlamentar Arnaldo Jardim, mas, principalmente, com o envolvimento da sociedade civil.
Essa iniciativa foi iniciada pelo Cades da Vila Mariana e se espalhou por 70 cidades de 10 países. Iniciativa essa que aconteceu no último domingo, chamada de Plantio Global. O objetivo é estimular cidadãos em instituições a plantarem, pelo menos, uma árvore e a se sensibilizarem pela necessidade de mais verde nas cidades. Como eu disse o nome é Plantio Global, começou em São Paulo e já está em 10 países. A ideia é que isso seja ampliado. Nesse final de semana foram plantadas 500 mudas aqui na cidade de São Paulo. Existe uma meta no nosso município, de milhares de árvores plantadas nesses quatro anos. Acredito que iniciativas como essa que estimulam os cidadãos a fazerem sua parte são louváveis e é por isso que abracei com muito entusiasmo essa iniciativa. Estive lá, também no domingo plantando três árvores, espero plantar muito mais.
E também protocolei nessa Casa e gostaria de pedir apoio dos nobres colegas para aprovação do PL 165/17 que oficializa esse dia do Plantio Global no nosso calendário. A ideia é que, no mínimo, nesse dia 19 de março - que pode ser nos próximos anos no final de semana anterior ou o seguinte, mas sempre próximo dessa data -, que é o Dia Mundial da Água, que todo ano cada cidadão ou a maioria que abraçar a causa plante uma árvore.
Deixo um recado sobre a situação calamitosa que temos na questão da água, do aquecimento global e da necessidade de mais verde. Só para constar, temos em São Paulo 2,6 m² de verde por habitante e a
Organização Mundial da Saúde sugere que tenhamos 12 m² de verde por habitante, para ter uma qualidade de vida urbana.
Portanto 2,6 m2 é a nossa realidade hoje e precisaríamos de 12m² de verde para ter uma situação saudável.
Muito obrigada!
Extraído de http://www.camara.sp.gov.br/atividade-legislativa/sessao-plenaria/registro-das-sessoes/
Discurso - Vereadora Aline Cardoso - 09/mar/17
6ª Sessão Solene da Câmara de Vereadores de SP – 09 de março de 2017
O contexto da fala é a realização da Sessão solene em comemoração ao Dia Internacional da Mulher e a prestação de homenagens a mulheres emblemáticas da sociedade.
A SRA. ALINE CARDOSO (PSDB) –
Muito boa tarde a todas – e a todos também, não é?
É um prazer estar aqui nesta tarde com vocês, nesse momento importante do ano que infelizmente precisa ser comemorado com destaque, para que possamos pensar durante todo o resto do ano. É ou não é, meninas? Quiçá, um dia não precisemos ter esse dia para marcar esse momento, porque teremos alcançado igualdade, respeito, espaços que precisamos, e, enfim, teremos superado todas as dificuldades que nós, mulheres, sabemos que enfrentamos.
Uma das coisas que mais me tocou nessa tarde foi estar numa mesa composta somente de mulheres.
Estou até um pouco emocionada por isso. (Voz embargada) Nós, cada uma aqui, no seu universo, no seu mundo, sejam vocês, homenageadas, ou nós, autoridades, não somos necessariamente mais importantes que ninguém, porque é devido a circunstâncias da vida que estamos hoje nesta mesa.
Cada uma de nós, na sua trajetória, já esteve sob um holofote, já ocupou uma mesa, já esteve ao microfone. E quantas e quantas vezes fomos a única mulher da mesa? É ou não é? Quem aqui já passou por isso, de estar em uma mesa composta somente de homens ou de uma minoria de mulheres?
Então isso me emocionou, mas me emociona também saber que tem no mínimo vinte mulheres aqui que são modelos, inspiração, exemplos a serem seguidos.
Tenho certeza de que há muitas outras que mereciam estar aqui. Eu mesma tive certa dificuldade em escolher, mas às vezes é preciso escolher uma pessoa emblemática, mas por meio dela representar muitas outras.
Sei que por meio de cada uma das vinte que estão aqui, há muitas outras que mereceriam estar, mas que estarão em outros momentos.
A minha homenageada é a Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora, porque lugar de mulher é em qualquer lugar, mas também dirigindo empresas.
Muito obrigada. (Palmas)
Extraído de http://www.camara.sp.gov.br/atividade-legislativa/sessao-plenaria/registro-das-sessoes/
O contexto da fala é a realização da Sessão solene em comemoração ao Dia Internacional da Mulher e a prestação de homenagens a mulheres emblemáticas da sociedade.
A SRA. ALINE CARDOSO (PSDB) –
Muito boa tarde a todas – e a todos também, não é?
É um prazer estar aqui nesta tarde com vocês, nesse momento importante do ano que infelizmente precisa ser comemorado com destaque, para que possamos pensar durante todo o resto do ano. É ou não é, meninas? Quiçá, um dia não precisemos ter esse dia para marcar esse momento, porque teremos alcançado igualdade, respeito, espaços que precisamos, e, enfim, teremos superado todas as dificuldades que nós, mulheres, sabemos que enfrentamos.
Uma das coisas que mais me tocou nessa tarde foi estar numa mesa composta somente de mulheres.
Estou até um pouco emocionada por isso. (Voz embargada) Nós, cada uma aqui, no seu universo, no seu mundo, sejam vocês, homenageadas, ou nós, autoridades, não somos necessariamente mais importantes que ninguém, porque é devido a circunstâncias da vida que estamos hoje nesta mesa.
Cada uma de nós, na sua trajetória, já esteve sob um holofote, já ocupou uma mesa, já esteve ao microfone. E quantas e quantas vezes fomos a única mulher da mesa? É ou não é? Quem aqui já passou por isso, de estar em uma mesa composta somente de homens ou de uma minoria de mulheres?
Então isso me emocionou, mas me emociona também saber que tem no mínimo vinte mulheres aqui que são modelos, inspiração, exemplos a serem seguidos.
Tenho certeza de que há muitas outras que mereciam estar aqui. Eu mesma tive certa dificuldade em escolher, mas às vezes é preciso escolher uma pessoa emblemática, mas por meio dela representar muitas outras.
Sei que por meio de cada uma das vinte que estão aqui, há muitas outras que mereceriam estar, mas que estarão em outros momentos.
A minha homenageada é a Ana Fontes, da Rede Mulher Empreendedora, porque lugar de mulher é em qualquer lugar, mas também dirigindo empresas.
Muito obrigada. (Palmas)
Extraído de http://www.camara.sp.gov.br/atividade-legislativa/sessao-plenaria/registro-das-sessoes/
Discurso - Vereadora Aline Cardoso - 08/mar/17
9ª Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de SP – 08 de março de 2017
A SRA. ALINE CARDOSO (PSDB) -
Sra. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, cumprimento nossa Presidente e todas as colegas Vereadoras, e também todas as cidadãs da cidade de São Paulo e do Brasil por esta data especial - 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
Costumo dizer que, às vezes, precisamos de uma data, supostamente de comemoração, para nos lembrarmos de que não temos tanto assim a comemorar.
Estava elaborando um material para divulgarmos nesta semana sobre o Dia da Mulher, e falei: “Nossa, mas vamos falar de novo sobre a mesma coisa? Vamos falar, de novo, sobre a violência, sobre o abuso, sobre diferença salarial, sobre dificuldade em ascensão no mercado de trabalho, na carreira?” Pensei: “Poxa vida, de novo!?” E, infelizmente, sim. Vamos falar de novo, vamos precisar falar de novo neste ano, no ano que vem, hoje, no mês que vem, e sempre que precisar, porque, infelizmente, a realidade ainda não mudou.
Estava, ali, com as meninas da Agência Estado, que fizeram esse bonito trabalho dos 16%, e eu lhes disse o seguinte: “Parabéns pelo trabalho”. Independentemente de ser nome de rua ou qualquer outra coisa, é importante os cidadãos trazerem contribuições para esta Casa. Nós, aqui, os 55 Srs. Vereadores, somos representantes. Precisamos que os cidadãos e a sociedade civil nos tragam ideias, demandas, propostas.
Mas eu fiz uma provocação a elas. Eu lhes disse o seguinte: “Bacana trazer uma demanda de nome de rua, mas sugiro que vocês tragam também mais demandas de projetos estruturantes de empoderamento de mulheres. É assim que eu quero atuar, porque os projetos estruturantes de empoderamento de mulheres vão criar uma massa crítica ainda maior de mulheres com relevantes contribuições para a sociedade, que naturalmente vão virar nome de rua. Então, parabéns por essa iniciativa. Continuem contribuindo, mas vamos também pensar, e acho que isso é ainda mais importante, mais sério nas políticas que vamos adotar para estruturar o posicionamento da mulher na sociedade.”
Quero agora falar um pouco sobre um assunto que também tem a ver com gênero, mas que, na verdade, abrange muitas outras coisas. São os ODSs, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Estivemos ontem com um Diretor da ONU, baseado em Nova York, mas que estava aqui em São Paulo, conversando sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável.
Os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU foram aprovados em 2015 e substituem os objetivos do milênio. São 17 objetivos com centenas de metas para um melhor desenvolvimento da sociedade. Isso, nobres colegas, foi aprovado e debatido por 200 países. Não é coisa da cabeça de uma pessoa só ou de um pequeno grupinho.
E há o Objetivo 5, que se refere a igualdade de gênero. Esse é um objetivo que deve ser perseguido, mas há muitos outros objetivos que precisamos também defender para uma sociedade mais igualitária, mais justa.
E aplico aqui a mesma regra aplicada no meu mandato. Dizemos o seguinte: temos alguns temas prioritários - já falei sobre alguns desses temas nesta tribuna – e, dentro desses temas, colocamos a questão da mulher, a questão de gênero como muito importante. Temos lá, por exemplo, empreendedorismo - empreendedorismo de mulheres -, tecnologia, inovação. É um segmento onde quase não há mulheres.
Então precisamos trazer também a questão de gênero não só como um assunto isolado e sim um tema a ser tratado dentro das políticas públicas de cada área. E, nesse sentido, temos aqui: erradicação da pobreza; geração de emprego; redução de desigualdade; educação de qualidade; saúde, etc. e tal.
Quero deixar registrado esse recado após esse nosso encontro de ontem sobre os objetivos do desenvolvimento sustentável, inclusive aplicados no meio do cooperativismo, segmento muito importante também para a geração de empregos e de oportunidades. E que possamos, dentro desse trabalho maravilhoso que foi feito pela Organização das Nações Unidas, com centenas de delegações, com milhares de diplomatas, beber nessa fonte para estabelecer políticas públicas mais construtivas para uma sociedade melhor.
E que tanto esta fonte - que citei aqui - internacional, quanto a fonte do jornal, quanto qualquer cidadão de bem que queira trazer boas ideias, que possam ser bem aproveitadas por esta Casa, porque, como já disse no meu primeiro dia nesta tribuna: precisamos ter a responsabilidade de lembrar que o que fazemos aqui não é para quatro anos. Qualquer legislação, qualquer política pública que passa por aqui é a base, o alicerce para o futuro da nossa cidade, futuro esse que, pela importância e pujança de São Paulo, também inspira o futuro do Brasil.
Então, mais uma vez, um feliz Dia da Mulher a todos, mas que este seja um dia de trabalho, assim como muitos outros por um futuro melhor para todas nós.
Muito obrigada.
Extraído de http://www.camara.sp.gov.br/atividade-legislativa/sessao-plenaria/registro-das-sessoes/
A SRA. ALINE CARDOSO (PSDB) -
Sra. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores, cumprimento nossa Presidente e todas as colegas Vereadoras, e também todas as cidadãs da cidade de São Paulo e do Brasil por esta data especial - 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
Costumo dizer que, às vezes, precisamos de uma data, supostamente de comemoração, para nos lembrarmos de que não temos tanto assim a comemorar.
Estava elaborando um material para divulgarmos nesta semana sobre o Dia da Mulher, e falei: “Nossa, mas vamos falar de novo sobre a mesma coisa? Vamos falar, de novo, sobre a violência, sobre o abuso, sobre diferença salarial, sobre dificuldade em ascensão no mercado de trabalho, na carreira?” Pensei: “Poxa vida, de novo!?” E, infelizmente, sim. Vamos falar de novo, vamos precisar falar de novo neste ano, no ano que vem, hoje, no mês que vem, e sempre que precisar, porque, infelizmente, a realidade ainda não mudou.
Estava, ali, com as meninas da Agência Estado, que fizeram esse bonito trabalho dos 16%, e eu lhes disse o seguinte: “Parabéns pelo trabalho”. Independentemente de ser nome de rua ou qualquer outra coisa, é importante os cidadãos trazerem contribuições para esta Casa. Nós, aqui, os 55 Srs. Vereadores, somos representantes. Precisamos que os cidadãos e a sociedade civil nos tragam ideias, demandas, propostas.
Mas eu fiz uma provocação a elas. Eu lhes disse o seguinte: “Bacana trazer uma demanda de nome de rua, mas sugiro que vocês tragam também mais demandas de projetos estruturantes de empoderamento de mulheres. É assim que eu quero atuar, porque os projetos estruturantes de empoderamento de mulheres vão criar uma massa crítica ainda maior de mulheres com relevantes contribuições para a sociedade, que naturalmente vão virar nome de rua. Então, parabéns por essa iniciativa. Continuem contribuindo, mas vamos também pensar, e acho que isso é ainda mais importante, mais sério nas políticas que vamos adotar para estruturar o posicionamento da mulher na sociedade.”
Quero agora falar um pouco sobre um assunto que também tem a ver com gênero, mas que, na verdade, abrange muitas outras coisas. São os ODSs, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Estivemos ontem com um Diretor da ONU, baseado em Nova York, mas que estava aqui em São Paulo, conversando sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável.
Os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU foram aprovados em 2015 e substituem os objetivos do milênio. São 17 objetivos com centenas de metas para um melhor desenvolvimento da sociedade. Isso, nobres colegas, foi aprovado e debatido por 200 países. Não é coisa da cabeça de uma pessoa só ou de um pequeno grupinho.
E há o Objetivo 5, que se refere a igualdade de gênero. Esse é um objetivo que deve ser perseguido, mas há muitos outros objetivos que precisamos também defender para uma sociedade mais igualitária, mais justa.
E aplico aqui a mesma regra aplicada no meu mandato. Dizemos o seguinte: temos alguns temas prioritários - já falei sobre alguns desses temas nesta tribuna – e, dentro desses temas, colocamos a questão da mulher, a questão de gênero como muito importante. Temos lá, por exemplo, empreendedorismo - empreendedorismo de mulheres -, tecnologia, inovação. É um segmento onde quase não há mulheres.
Então precisamos trazer também a questão de gênero não só como um assunto isolado e sim um tema a ser tratado dentro das políticas públicas de cada área. E, nesse sentido, temos aqui: erradicação da pobreza; geração de emprego; redução de desigualdade; educação de qualidade; saúde, etc. e tal.
Quero deixar registrado esse recado após esse nosso encontro de ontem sobre os objetivos do desenvolvimento sustentável, inclusive aplicados no meio do cooperativismo, segmento muito importante também para a geração de empregos e de oportunidades. E que possamos, dentro desse trabalho maravilhoso que foi feito pela Organização das Nações Unidas, com centenas de delegações, com milhares de diplomatas, beber nessa fonte para estabelecer políticas públicas mais construtivas para uma sociedade melhor.
E que tanto esta fonte - que citei aqui - internacional, quanto a fonte do jornal, quanto qualquer cidadão de bem que queira trazer boas ideias, que possam ser bem aproveitadas por esta Casa, porque, como já disse no meu primeiro dia nesta tribuna: precisamos ter a responsabilidade de lembrar que o que fazemos aqui não é para quatro anos. Qualquer legislação, qualquer política pública que passa por aqui é a base, o alicerce para o futuro da nossa cidade, futuro esse que, pela importância e pujança de São Paulo, também inspira o futuro do Brasil.
Então, mais uma vez, um feliz Dia da Mulher a todos, mas que este seja um dia de trabalho, assim como muitos outros por um futuro melhor para todas nós.
Muito obrigada.
Extraído de http://www.camara.sp.gov.br/atividade-legislativa/sessao-plenaria/registro-das-sessoes/
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